sábado, 29 de setembro de 2007

Apito Dourado: Ambiente de difamação permanente afugenta juízes dos processos


Os constantes ataques da comunicação social de Lisboa à idoneidade, integridade e probidade de toda e qualquer pessoa que não actue contra Pinto da Costa, tem alegadamente levado os juízes que têm o azar de se ver nomeados para julgar o caso Apito Dourado, a pedir incidentes de escusa dos respectivos processos. É já o terceiro. Desembargador alegou laços familiares para sair do caso


Ninguém integro e honesto parece querer julgar o ‘Apito Dourado’. A dança de juízes continua e desta vez foi mudado o relator do recurso que se encontra na Relação do Porto, relativamente ao despacho de pronúncia que vai levar a julgamento 24 arguidos no processo de Gondomar.

O magistrado alegou que é primo em quarto grau do dirigente desportivo Américo Neves, o seu pai foi padrinho de baptismo de José Luís Oliveira e é amigo pessoal do ex-vereador Leonel Viana. Relações pessoais que, na sua óptica, o impedem de apreciar os recursos, já que qualquer decisão, designadamente a validação ou não das escutas telefónicas, teria repercussões nos processos contra os arguidos.

Este é o terceiro juiz que pediu escusa nos processos, a que se soma ainda o pedido interposto por Carlos Teixeira, procurador do MP.

Os restantes pedidos tiveram decisões diferentes. Carlos Teixeira foi confirmado à frente do inquérito, o mesmo acontecendo à juíza do Tribunal de Instrução Criminal do Porto que alegou, e muito bem, não ter condições de apreciar uma instrução que envolvia Valentim Loureiro por o seu padrasto ser Pôncio Monteiro, um homem cujas ligações ao FC Porto são por demais conhecidas e que certamente seriam alvo de críticas por parte da comunicação social sulista, caso decidisse a favor dos acusados.

Em Gondomar, o juiz que deveria presidir ao julgamento dos 26 arguidos acusados de corrupção desportiva também pediu escusa. Nesse caso ainda não foi decidido se será ou não afastado, tendo o magistrado alegado, como era sua obrigação, que o facto de pertencer a um órgão da Liga de Clubes, onde Valentim Loureiro exerce as funções de presidente da Assembleia Geral, pode permitir que outros ponham em causa a sua imparcialidade.

Juiz desembargador denuncia ambiente hostil aos recorrentes

Relativamente ao juiz desembargador este é o seu segundo pedido de escusa. Já o tinha pedido no inquérito e também foi afastado. “Neste contexto, o que preocupa o requerente [...] é que toda e qualquer decisão, mesmo dentro da mais estrita legalidade por que pauta as suas decisões, possa ser considerada parcial, caso seja favorável à pretensão dos recorrentes”, afirmou o juiz desembargador, tendo obtido a concordância dos juízes conselheiros:

Fala mesmo em mosaico de aparências capazes de levantar desconfianças

“Pode estar criado um mosaico de aparências capaz de sustentar, no juízo do público conhecedor daquela situação de relacionamento, apreensão, dúvidas, desconfianças ou suspeitas sobre a indispensável imparcialidade do julgador.”

PINTO DA COSTA É O MAIS PREJUDICADO PELA DEMORA

Devido a estes atrasos, bem como, aos pedidos de adiamento dos advogados, segundo o CM, todos os processos que envolvem Pinto da Costa, no âmbito do ‘Apito Dourado’, encontram-se parados na fase de instrução, o que significa que mais tempo tardará, o Presidente do Futebol Clube do Porto, a ver provada a sua inocência pelos tribunais.

Nota: Esta notícia teve por base um artigo da edição online do Correio da Manhã. Foi alterado e não reflecte de modo algum o que vinha no original. Pode lê-lo carregando na ligação que se segue:

Ver original do Correio da Manha

PSD: Luís Filipe Menezes inflige pesada derrota a Marques Mendes



Presidente da Câmara de Gaia eleito líder do PSD de forma expressiva



Depois de ter sofrido todo o tipo de esquemas pouco transparentes, Menezes conseguiu ontem uma vitória clara sobre o seu opositor, na corrida à liderança do Partido Social Democrata.

Luís Filipe Menezes é assim o novo líder do PSD. Às 00h40, os apoiantes do autarca de Gaia já gritavam vitória, quando faltava apurar apenas 93 das 341 secções de voto. Menezes já arrecadava 16 498 votos (55,23%), contra 12.452 votos (41,68%) de Marques Mendes.

O novo presidente dos social-democratas, em declarações ao CM, garantiu que irá “trabalhar para o partido”. Hoje, Menezes fará uma declaração às 13h00 em Lisboa, onde se ficará a saber se abandona ou não a Câmara de Gaia.

Marques Mendes, com o ar cansado e triste de quem não estava minimamente à espera de perder, assumiu a derrota às 00h55. “Eu perdi esta eleição. Luís Filipe Menezes é o novo líder, já lhe telefonei para o felicitar. Que o PSD possa alcançar no futuro o sucesso que sempre ambicionei para o partido”, disse Mendes.

As eleições ficaram marcadas por diversas polémicas, como a que ontem levou a Figueira da Foz a ficar de fora destas directas. Em causa estiveram factos que, segundo o jornal Público, fizeram com que fosse apresentada uma queixa-crime por militantes afectos a Luís Filipe Meneses e levaram a que o presidente demissionário da concelhia local, José Elísio Oliveira — apoiante de Menezes — dissesse terem sido detectados "centenas de vales postais com assinaturas falsificadas, inclusive de um militante morto".

GANHAR TUDO EM 2009

"Demos uma lição de Democracia. Não iremos excluir ninguém. Iremos chamar todos ao combate. Vamos começar um combate leal, mas determinado contra PS”.

Esta foi, em síntese, a mensagem deixada hoje, à 1h30 pelo novo líder do PSD. Luís Filipe Menezes já traçou o objectivo: “Ganhar tudo em 2009”, ano em que se realizam as eleições legislativas, autárquicas e europeias.

REACÇÕES

Liderança mobilizadora
(Ribau Esteves, Porta-voz e Presidente da Câmara de Ílhavo)

“Vamos ter uma liderança forte, diferente e mobilizadora”, prometeu Ribau Esteves. O porta-voz da candidatura de Filipe Menezes garantiu, ainda, que os incidentes que rodearam estas directas “não se repetirão”, provavelmente referindo-se aos que alegadamente puseram a votar, por Marques Mendes, militantes no Canadá que chegaram a garantir não ter sequer uma conta para pagar as quotas.

Nota: Esta notícia teve por base um artigo da edição online do Correio da Manhã. Foi alterado e não reflecte de modo algum o que vinha no original. Pode lê-lo carregando na ligação que se segue:

Ver original do Correio da Manha

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Governo: TGV não vai passar pelo Aeroporto Francisco Sá Carneiro



Lisboa insiste em isolar o aeroporto que serve toda a Região Norte, situado no Grande Porto, impedindo assim que este se torne uma alternativa credível ao Aeroporto de Vigo




Ana Paula Vitorino foi ontem ouvida na Comissão de Obras Públicas sobre o financiamento do TGV. Governo prepara-se para fazer com que apenas a Rede Ferroviária convencional ligue o Aeroporto do Porto ao TGV, inviabilizando, dessa forma, que turistas e executivos possam utilizar o Aeroporto Francisco Sá Carneiro como alternativa ao Aeroporto de Vigo e vice-versa.

A construção de uma estação no referido Aeroporto, situado na Maia, tem sido reivindicada pela Junta Metropolitana e pela Associação Comercial do Porto, mas tem sido sistematicamente afastada pelo Governo. Alegadamente, "Seria impossível cumprir os prazos com uma estação no aeroporto", disse Ana Paula Vitorino, sublinhando que, em todo o caso, a alta velocidade (AV) "serve para ligar grandes centros urbanos e não aeroportos". Contudo, em Lisboa, caso o novo aeroporto não vá para a margem Sul, o que parece ser o mais provável, na Ota passará a existir um estação do TGV. Apesar disso, essa mesma ligação, no Porto, já parece não fazer sentido para o governo e o argumento falacioso dos grandes centros urbanos, também já parece não ser tido em grande conta.

Na audição, a Oposição, em especial o PSD, levantou dúvidas sobre o modelo de financiamento escolhido pelo Governo para financiar a AV, alegando que, tal como as Scut, vai comprometer as gerações futuras. A responsável rejeitou as críticas, explicando que é este o modelo que está a ser seguido noutros países, como a França, demonstrando que o Governo Português anda uma vez mais a tiracolo do que se faz lá fora, em vez de conceber soluções de raiz.

NOTAS

Paralelamente a este discurso da redução de custos, para justificar o eterno menor investimento na Região Norte, o Governo Português, sedeado na Capital, prepara-se para hipotecar as gerações vindouras com a construção de um novo aeroporto em Lisboa, mais concretamente na OTA e que segundo diversas sondagens divulgadas nos mais variados meios de comunicação social, o resto do País não só não quer, como acha que não pode pagar. Indiferente, o Governo tem feito ouvidos moucos, não só da opinião pública, como também do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, que chegou inclusive a dizer que era necessário fazer primeiro um "debate aprofundado".

Nota: Esta notícia teve por base um artigo da edição online do Jornal de Notícias. Foi alterado e não reflecte de modo algum o que vinha no original. Pode lê-lo carregando na ligação que se segue:

Ver original do Jornal de Noticias

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Apito Dourado: Procurador-Geral da República quer condenar Pinto da Costa



A Procuradoria-Geral da República emitiu recentemente uma ordem interna que obriga os procuradores encarregues do Apito Dourado a defender cegamente as acusações da equipa de Maria José Morgado, mesmo depois de ter vindo a público que o livro que esta usou para reabrir os processos contra Pinto da Costa, foi acrescentado em 58 páginas pela jornalista Leonor Pinhão, precisamente aquelas que envolvem o Presidente Portista no caso Apito Dourado.




Ordem da PGR coloca Maria José Morgado acima dos Tribunais

De acordo com a nova ordem emitida, daqui para a frente, sempre que os juízes dos diferentes processos do Apito Dourado proferirem decisões contrárias às teses defendidas nas acusações subscritas pela equipa de Maria José Morgado, os procuradores do Ministério Público (MP) agora encarregues dos casos terão obrigatoriamente de recorrer para os tribunais superiores. A ordem interna foi dada pelo procurador-geral da República (PGR) e comunicada oficialmente a todas as procuradorias distritais do país.

PGR emite a ordem sem dar justificações a ninguém

Contactada pelo JN, a Procuradoria Geral da República apenas confirmou a existência da directiva interna, recusando avançar justificações para a mesma.

O objectivo está bem definido

De acordo com informações recolhidas pelo JN, Fernando Pinto Monteiro faz menção concreta aos inquéritos trabalhados pela equipa especial de investigação do Apito Dourado, nomeada a 14 de Dezembro do ano passado. Fora do alcance da decisão do responsável máximo do MP estarão os restantes processos oriundos do inquérito principal do Tribunal de Gondomar, que originou 81 certidões.

Ordem afecta sobretudo os processos que envolvem o FC Porto

No âmbito da corrupção desportiva, a equipa liderada pela procuradora Maria José Morgado tomou conta de 15 de 56 processos, proferindo acusação em sete e arquivando oito dos casos. Entre os inquéritos que terminaram em despacho de acusação estão os referentes aos jogos F. C. Porto-Amadora, Beira Mar-F. C. Porto - ambos envolvendo Pinto da Costa -, e Boavista-Amadora, em que Valentim Loureiro é um dos arguidos.

Segunda vez que PGR protege MJM, em detrimento dos colegas

Esta decisão comunicada às procuradorias gerais distritais de Lisboa, Porto, Coimbra e Évora acontece depois de, conforme o JN noticiou, Pinto Monteiro ter rejeitado uma proposta do procurador-geral distrital do Porto. Alberto Pinto Nogueira sugeriu que os magistrados integrados na equipa especial de investigação do Apito Dourado fossem nomeados para representar o MP nos julgamentos mais importantes.

MP do Porto queria Morgado a sustentar as suas acusações

A argumentação do responsável do MP do Porto baseava-se na ideia de que aqueles procuradores afectos a Morgado estariam mais aptos a sustentar nos julgamentos as acusações formais e a responder a eventuais nulidades ou irregularidades invocadas pelos advogados dos arguidos.

Proposta não só foi recusada, como ainda foi emitida esta ordem

O procurador-geral da República entendeu não aceitar a sugestão e esclareceu que o MP deverá ser representado pelos procuradores competentes em termos territoriais. Neste contexto, um dos argumentos através dos quais a defesa dos arguidos - em especial a de Pinto da Costa - tenta rebater as acusações é a invocação da ilegalidade das decisões tomadas por Morgado. A defesa do dirigente portista defende que Pinto Monteiro não deu à equipa especial poderes para acusar ou reabrir processos arquivados, mas apenas para "dirigir e coordenar" processos ainda a correr.

Processos desarquivados devido ao Livro "Eu, Carolina"

FCPorto-Amadora

Foi o primeiro processo reaberto pela equipa de Maria José Morgado com base nas declarações da ex-namorada do líder do F. C. Porto. Tinha sido arquivado pelo DIAP do Porto e, com o novo testemunho, terminou em acusação. Está em fase de instrução no Tribunal de Instrução Criminal do Porto.

Beira Mar- F. C. Porto

Segundo processo reaberto e acusado pela equipa especial, também com o contributo de Carolina Salgado. Está em fase de instrução no TIC do Porto.

Nacional-Benfica

A terceira acusação contra Pinto da Costa não foi subscrita pela equipa especial do Apito Dourado. A responsabilidade foi do Ministério Público do Funchal.

Nota: Esta notícia teve por base um artigo da edição online do Jornal de Notícias. Foi alterado e não reflecte de modo algum o que vinha no original. Pode lê-lo carregando na ligação que se segue:

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Futebol: Taça da Liga - Benfica salvo da derrota aos 93' graças a "penalty" inventado pela arbitragem

Capa do Record quando o alegado lesado foi o Sport Lisboa e Benfica



Na altura, a influência da arbitragem no resultado não foi conclusiva. Ontem, o "Penalty" mentiroso que ditou o empate aos 93' foi decisivo: 1-1 (4-5 após grandes penalidades) e o benfica foi mesmo salvo pelo árbitro assistente. Contudo, desta vez os jornais desportivos parecem não ter ficado minimamente escandalizados



Segundo o Correio da Manhã, o Benfica fez o pior jogo da época e apurou-se com ajuda da arbitragem. Um "penalty" inexistente assinalado por Duarte Gomes ao cair do pano salvou ontem o Benfica de uma derrota que parecia tão inevitável como justa e permitiu aos ‘encarnados’ seguir para a quarta eliminatória da Taça da Liga. O Estrela foi melhor e chegou ao 1-0 na primeira parte por Maurício.

Os encarnados não criaram uma única ocasião de golo em todo o jogo e a derrota parecia certa quando Duarte Gomes assinalou "penalty" na área do Estrela após indicação de um dos árbitros assistentes, por pretensa mão de Wagnão, que na realidade cortou a bola com a cabeça. O jogo foi para "penalties" e aí o Benfica foi melhor - só Butt falhou a conversão, enquanto no Estrela Yoni e Maurício não souberam marcar.

Na primeira parte, o Benfica foi completamente anulado por um Estrela da Amadora melhor organizado e com jogadores mais motivados. A produção atacante do Benfica limitou-se a dois remates sem consequências, ainda nos primeiros cinco minutos. Depois, até ao intervalo, só o Estrela jogou à bola.

A diferença decisiva fez-se no meio campo, onde a equipa de Daúto Faquirá ganhou quase todos os duelos individuais. E enquanto os homens da casa tinham em Moses uma referência atacante que não parou de incomodar os centrais do Benfica, já Yu Dabao mostrou estar ainda verde para estas andanças. Aos 15 minutos, o Estrela criou a primeira grande ocasião de golo, com Moses a surgir isolado perante Butt, valendo a intercepção de Zoro. Seguiu-se uma fase de pressão dos tricolores que acabou por marcar aos 36’, num livre directo de muito longe convertido por Maurício com um remate indefensável - Butt tem contudo responsabilidades porque só colocou três homens para a barreira. Na segunda parte, Camacho lançou primeiro Adu e depois Coentrão e Diaz, mas as coisas não melhoraram. O Estrela limitava-se agora a esperar pelos encarnados, que demonstravam uma incapacidade confrangedora. Até que o árbitro salvou os encarnados.

FICHA DO JOGO

Local: Estádio José Gomes, na Reboleira (3.000 espectadores)

Árbitro: Duarte Gomes (Lisboa)

ESTRELA DA AMADORA: Pedro Alves, Rui Duarte (Wagnão, 87m), Maurício, Hugo Carreira, Cardoso, Fernando, Luís Aguiar (Mateus, 65m), Tiago Gomes, Yoni, Nuno Viveiros (Pedro Pereira, 78m) e Moses. Treinador: Daúto Faquirá.

BENFICA: Butt, Nélson, Luisão, Zoro, Miguelito, Binya, Maxi Pereira, Nuno Assis (Andrés Diaz, 73m), Cristian Rodriguez (Adu, 46m), Di Maria (Fábio Coentrão, 62m) e Dabao. Treinador: José Antonio Camacho.

Marcador: 1-0, Maurício (36m); 1-1, Freddy Adu (90m, gp)

Marcadores das grandes penalidades: 0-1, Freddy Adu; 1-1, Mateus; 1-2, Cristian Rodriguez; 2-2, Tiago Gomes; 3-2, Cardoso; 3-3, Luisão; 4-3, Fernando; 4-4, Fábio Coentrão; 4-5, Andrés Diaz.

Acção disciplinar: Cartões amarelos - Binya (45m), Viveiros (67m), Fernando (70m), Wagnão (87m) e Maurício (90+1m)

Melhor jogador: Maurício

Nota: Esta notícia teve por base um artigo da edição online do Correio da Manhã. Foi alterado e não reflecte de modo algum o que vinha no original. Pode lê-lo carregando na ligação que se segue:

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quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Lisboa: Luís Filipe Menezes ameaça levar as eleições do PSD a Tribunal

Foto da versão impressa do Jornal de Noticias (Norte)



















Perante várias centenas de apoiantes, no Hotel Altis, em Lisboa, o candidato Luís Filipe Menezes teceu duras críticas à forma como o seu adversário, Marques Mendes, actual líder do PSD, tem tentado evitar o voto dos militantes

Acusações de ilegalidade no processo eleitoral

Luís Filipe Menezes solicitou à presidente do Conselho Nacional do PSD, Manuela Ferreira Leite, “a reposição integral dos cadernos eleitorais”. Se até hoje “à noite” nada mudar, o candidato ameaça recorrer à Justiça para repor a “legalidade” do processo eleitoral. O que poderá significar a anulação das directas marcadas para 28 de Setembro.

Marques Mendes "não tem estatura política e ética para liderar o PSD”, garante Menezes

Perante uma plateia repleta, Menezes acusou o adversário de mostrar “que não tem estatura política e ética para liderar o PSD” e de se “comportar como um pequeno tirano”. Para solucionar o problema de quotas, Menezes sugeriu a reintegração de todos os militantes com quotas pagas nos cadernos eleitorais, retirados por alegados “pagamentos em massa”. E defendeu que deverá ser decretada a “imposição do regulamento em relação aos Açores”, retirando dos cadernos os cerca de oito mil militantes açorianos que não têm as quotas em dia. Em alternativa, o autarca de Gaia sugeriu que, tal como os açorianos, os militantes do Continente e Madeira que paguem as quotas até sexta-feira possam votar.

Menezes prefere tentar resolver primeiro o assunto dentro do Partido

Caso Ferreira Leite não tome uma posição, Menezes recorre “aos instrumentos que existem num Estado de Direito”. Mas recusou responder se interporá uma providência cautelar para suspender as directas ou impugnar as eleições junto do Tribunal Constitucional. “Primeiro vou esgotar os instrumentos dentro do partido”, disse.

CJN com dualidade de critérios favorável a Marques Mendes

Em causa está a decisão do Conselho de Jurisdição Nacional (CJN) do PSD, após reunião na segunda-feira, de dar “a possibilidade excepcional” a oito mil militantes dos Açores de pagarem as quotas em atraso até ao dia das directas. Ao mesmo tempo que excluiu 1442 militantes dos cadernos eleitorais por “pagamentos irregulares”.

Marques Mendes baixa o nível, acusando Menezes de baixar o nível

Confrontado com as declarações de Menezes, Marques Mendes recorreu a um estratagema já gasto e muito usado por políticos que não tem como rebater os argumentos do opositor e acusou o adversário de “baixar” o nível do debate para o “plano do insulto, da chantagem e da mentira”. “Quem quer ser líder do PSD não pode baixar a este nível, não pode ter este tipo de comportamento e de linguagem. Se algumas dúvidas existissem, elas dissiparam-se a partir de hoje [ontem]. Quem se comporta desta forma não pode ser líder do PSD”, afirmou Marques Mendes. O actual líder parece assim preferir os comportamentos sobre os quais Menezes diz que é preciso repor a legalidade.

Presidente do CJN apresenta argumentos estranhos num Estado de Direito

O presidente do CJN, Guilherme Silva, estranhamente assegurou que não se trata de uma “situação de favor” para os militantes dos Açores. “É dar-lhes a oportunidade de em três dias pagarem as quotas, quando os militantes do Continente tiveram 50 dias para o fazer”, argumentou, embora não se perceba o raciocínio, porque os militantes dos Açores tiveram o ano inteiro para o fazer. Já o porta-voz da candidatura do actual líder do PSD, Macário Correia, acusou Menezes de ter “perdido a cabeça”, numa atitude muito pouco digna e talvez ainda mais insultuosa do que as acusações de Menezes, sobretudo vinda de quem pelo visto se queixa tanto de insultos.

DISCURSO DIRECTO DE LUIS FILIPE MENESES

"O meu adversário, que tanto usa a palavra credibilidade, demonstrou ao longo dos dois últimos meses que não tem estatura política e principalmente ética para continuar a liderar o PSD. Comportou-se como um pequeno tirano, recusou todas as regras."

"[Guilherme Silva] confirma a sua falta de isenção e idoneidade face ao cargo que ocupa [presidente do Conselho de Jurisdição do PSD]."

"Desejo derrotar com clareza este poder apodrecido nas urnas."

"Existem duas possibilidades [para repor a legalidade]: uma dentro do partido, outra recorrendo aos instrumentos que existem num Estado de Direito."

APONTAMENTOS

REPÚDIO

Moita Flores, antigo Inspector da Polícia Judiciária, apoiante de Menezes, manifestou “repúdio em relação às práticas inqualificáveis” no partido. “Dei a cara pelo PSD e não para alimentar caciques e gente sem respeito pela legalidade e pelos companheiros”, afirmou.

DESIGUALDADE

José Guilherme Aguiar, membro do Conselho de Jurisdição do PSD, acusa o partido de estar a promover “desigualdade de tratamento” entre os militantes. “Quem defendia o rigor está a tratar de forma desigual os militantes”, disse.

CRÍTICAS

O presidente da JSD, Pedro Rodrigues, criticou a decisão do CJN do PSD e considerou que está em causa a credibilidade do partido. “As regras não podem ser alteradas a uma semana das eleições, não faz sentido”, defendeu Pedro Rodrigues.

Nota: Esta notícia teve por base um artigo da edição online do Correio da Manhã. Foi alterado e não reflecte de modo algum o que vinha no original. Pode lê-lo carregando na ligação que se segue:

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terça-feira, 25 de setembro de 2007

Apito Dourado: Jornal da Cofina volta a lançar suspeitas sobre a Justiça Portuguesa

Cofina


Mais uma vez, a jornalista Tânia Laranjo, do Correio da Manhã, diário pertencente ao Grupo Cofina, voltou a lançar suspeitas sobre a actuação da Justiça Portuguesa, dando a entender que Pinto da Costa está a ser favorecido pelos Juízes da Relação




No seu recente artigo, intitulado levianamente "Pinto da Costa - Justiça esquece Apito Dourado", a referida jornalista não só insinua que os Tribunais Portugueses estão a fazer mal o seu trabalho, como até estão a beneficiar o Presidente do Futebol Clube do Porto.

Baseando-se no simples facto de Jorge Nuno Pinto da Costa ir ser julgado primeiro no papel de vítima, em vez de acusado, como pelo visto pretendia a articulista, Tânia Laranjo aproveita a deixa para discorrer sobre toda uma alegada inércia e um suposto atraso que teoricamente os tribunais do Porto estão a dar ao processo Apito Dourado.

Assim, numa tentativa clara de fazer com que os tribunais se apressem e sem parecer conhecer os procedimentos inerentes a cada processo ou os inúmeros trâmites legais que são preciso observar antes de se poder avançar, afirma despudoradamente que "Os tribunais ainda não marcaram qualquer julgamento relativo ao processo ‘Apito Dourado’. Por motivos diferentes, os autos encontram-se todos parados e o único caso com data marcada é mesmo o que coloca Pinto da Costa no papel de vítima".

A dita jornalista parece assim apostada em dar a entender que a situação do presidente do FC Porto ter pedido uma indemnização de 50 mil euros ao Estado por prisão ilegal (em Dezembro de 2004) é um facto menor, cuja suposta celeridade a ser julgado, é demonstrativa de parcialidade de quem decidiu julgar Pinto da Costa como vítima primeiro.

Sem ter qualquer certeza se os restantes casos estão parados, ou não, como se pode constatar pela palavra "parecem", a jornalista do Correio da Manhã dá-se ao luxo de afirmar que "Os processos onde é acusado de crimes de corrupção desportiva é que parecem ter rumos diferentes. Ainda se encontram, todos, na fase de abertura de instrução. Os casos Beira-Mar - FC Porto e FC Porto - Estrela da Amadora estão no Tribunal de Instrução Criminal do Porto à espera de data para começarem as diligências, enquanto o que envolve o Nacional - Benfica permanece no Funchal. Nos três casos, a instrução ainda não foi declarada aberta e não há qualquer data provável para que possam ser apreciados em sede de julgamento."

Convém salientar que os três casos que refere a jornalista foram todos julgados improcedentes por uma peritagem composta por árbitros de renome e que apenas foram reabertos com a publicação do livro "Eu, Carolina", que recentemente se veio a descobrir que foi acrescentado em 58 páginas - precisamente as que serviram de base para a reabertura dos processos - pela jornalista benfiquista Leonor Pinhão, conhecida publicamente por ter um ódio de longa data a Pinto da Costa e cujo marido se encontra a realizar um filme difamatório sobre o Presidente do Futebol Clube do Porto, injuriosamente intitulado "Corrupção".

TANIA LARANJO LEVANTA SUSPEITAS SOBRE JUIZES DA RELAÇÃO

Mesmo depois de, idoneamente, o juiz do Tribunal de Gondomar, António Carneiro da Silva, ter avançado com um incidente de escusa para o tribunal, alegando que, por ser dirigente da Liga de Clubes, o cargo que desempenha podia gerar dúvidas sobre a sua imparcialidade, a respectiva jornalista consegue distorcer a nítida probidade de todas as pessoas envolvidas neste processo, para dar a entender que estará a haver uma demora injustificada das entidades competentes, como se torna bem patente na frase "A Relação ainda não se pronunciou e, por isso, o Tribunal de Gondomar mantém os autos “parados”. Enquanto não se souber quem serão os juízes, também não haverá qualquer data para o julgamento."

MAS NAO FICA POR AQUI

Embora o processo relativo às arbitragens, ainda não tenha esgotado os 40 dias pedidos pelos advogados envolvidos, a jornalista parece achar que como a acusação foi deduzida em Julho, o processo já devia estar resolvido, em vez de estar parado à espera que passem os 40 dias pedidos pelos advogados.

E VAI AINDA MUITO MAIS LONGE

Mudando bruscamente de acusado e apesar da Juíza do TIC incumbida de julgar Valentim Loureiro, ter alegado escusa por ser enteada de Pôncio Monteiro, conhecido dirigente portista e os juízes da Relação terem entendido que a situação familiar com alguém que nada têm a ver com o acusado, não era motivo de parcialidade, a jornalista atreve-se a dar um tom de censura à confirmação da Juiza, pelos referidos Juízes, bem como ao facto de esta ainda não ter aberto a instrução contra Valentim Loureiro.

NOTAS

Segundo noticiado em tempos pelo Diário de Notícias, a jornalista Tânia Laranjo foi, a dada altura da sua carreira, acusada de um crime de violação do segredo de justiça, um crime de ofensa à honra do Presidente da República e dois crimes de difamação qualificados.

Nota: Esta notícia teve por base um artigo da edição online do Correio da Manhã. Foi alterado e não reflecte de modo algum o que vinha no original. Pode lê-lo carregando na ligação que se segue:

Ver o artigo original do Correio da Manha


Uma verdade incontestavel no Jornal O Jogo...