quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Apito: Carolina volta a implicar Pinto da Costa em ilícitos, para escapar às acusações de fogo posto



Caso dos incêndios efectuados por Paulo Lemos e Rui Passeira, aos escritórios de Pinto da Costa, Lourenço Pinto e Jorge Vieira Pinto, a mando de Carolina Salgado. A ex-profissional de alterne acusa agora o Presidente do Futebol Clube do Porto de coagir um dos incendiários a depor contra ela.



Aquela que foi considerada pelo MP, como autora moral dos incêndios, acusa agora Pinto da Costa de mandar ameaçar de morte um dos autores materiais

Para se salvar, Carolina Salgado recorre a tudo e diz agora que o seu principal acusador - um dos dois autores materiais dos incêndios, Paulo Lemos – foi ameaçado por seguranças do presidente do FC Porto e forçado a depor contra si. A afirmação é formulada no requerimento de abertura de instrução, diligência requerida pelo advogado de Carolina Salgado para contestar a acusação que o Ministério Público fez, contra ela, de ser a autora moral dos referidos crimes.

Defesa de Salgado anexou uma queixa antiga, feita na GNR, dos tempos em que Carolina ainda estava mancomunada com Paulo Lemos.

Em causa está o facto de Paulo Lemos, ex-amante de Carolina - segundo ele mesmo garante, numa época em que ainda estavam ligados, a dada altura ter apresentado uma queixa na GNR de Vila Nova de Gaia, a dizer que estava a ser ameaçado.

Documento supostamente entregue pelo advogado de Carolina, à Agência Lusa

Na queixa, alegadamente ontem divulgada pelo advogado de Carolina Salgado à agência Lusa, o ex-amante de Carolina Salgado garantia ter sido interpelado à saída de um ginásio por um homem, tendo sido de imediato agredido na face. O agressor seria supostamente um segurança do Porto que ele hipoteticamente reconheceu e que teria alegadamente ligações estreitas com Pinto da Costa.

Terá dito então Paulo Lemos, que a agressão tinha como objectivo a alteração dos depoimentos que vinha a prestar no Ministério Público (MP), onde defendia Carolina Salgado, e que os mesmos só terminariam quando a acusasse. Depois disso e atendendo a que Paulo Lemos alterou mesmo o seu depoimento, acabando por ser considerado como uma peça fundamental pelo MP que o usou na acusação à ex-companheira de Pinto da Costa, o advogado de Carolina resolveu anexar cópia da mesma queixa, cujo processo seguia de forma autónoma.

Esquema para evitar que o testemunho seja valorado

Com esta diligência, José Dantas tenta demonstrar que o depoimento agora prestado foi feito sob coacção e não deve ser valorado. Dantas vai tentar ainda anular a decisão do MP de não acusar Paulo Lemos. Mas só juiz de instrução é que poderá revogar a decisão do MP do Porto que quer apenas ouvir Lemos na qualidade de testemunha.

Advogado de Paulo Lemos, nunca tinha ouvido falar do assunto

Contactado pelo CM, o advogado de Paulo Lemos (Carlos Macanjo) disse desconhecer a existência da queixa.

NOTAS

Segunda tentativa do mesmo género

É pelo menos a segunda vez que Carolina Salgado, tenta algo semelhante. Fez o mesmo para se ver livre das acusações de roubo de bens a Pinto da Costa, tendo inclusive chegado a apresentar queixa que este lhe teria dado "um par de estalos", facto que foi desmentido pela própria empregada que se encontrava presente no local, quando Pinto da Costa foi tentar reaver o que era seu. Um dos quadros de que Carolina se terá apoderado indevidamente, extremamente valioso, da autoria de Cargaleiro, chegou mesmo a oferecê-lo ao Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Luis Filipe Vieira, segundo alguns jornais. Pinto da Costa terá conseguido resgatá-lo, graças à intervenção da irmã gémea de Carolina Salgado, Ana Curado, que tem vindo a testemunhar contra a ex-profissional de alterne.

Alterne

s. m., gír. - prática de aliciamento ao consumo de bebidas e por vezes à prostituição em bares e salas de diversão nocturna (fonte: Priberam).

Defesa ter-se-á inspirado na forma como o MP tratou o testemunho de Ana Curado, onde esta atesta que tudo não passa duma vingança de Carolina

Em vez de investigar a credibilidade das denúncias, a equipa de Maria José Morgado, preferiu investigar quem as fez ou em que ambiente foram feitas. Exactamente o oposto da forma como lidou com as declarações de Carolina Salgado, em relação a Pinto da Costa, no livro "Eu, Carolina", que serviu para reabrir processos arquivados e que recentemente se ficou a saber que foi acrescentado em 58 páginas pela jornalista benfiquista Leonor Pinhão, precisamente as que envolvem Pinto da Costa em corrupção.

Carolina, autora moral dos incêndios

A irmã gémea de Ana Curado, que acusou Carolina em depoimento ao Ministério Público de se querer vingar de Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa, é acusada na qualidade de "autora moral" e responsável pelas ordens de execução daqueles crimes.

Autores materiais, Paulo Lemos e Rui Passeira, confessaram

Lemos confessou ainda a autoria de dois incêndios, na madrugada de 14 de Junho, a mando de Carolina e garante ser o namorado que sucedeu a Pinto da Costa. Segundo o MP, o interesse de Passeira seria receber cocaína gratuitamente. Carolina terá mandado incendiar também o escritório de um solicitador, Jorge Vieira Pinto, responsável por um arresto de alguns bens dela.

Nota: Esta notícia teve por base um artigo da edição online do Correio da Manhã. Foi alterado e não reflecte de modo algum o que vinha no original. Pode lê-lo carregando na ligação que se segue:

Ver o artigo original do Correio da Manha

sábado, 6 de outubro de 2007

Apito Dourado: Leonor Pinhão e o marido tentam sair impunes do filme "Corrupção"

Pronto a ser exibido, a argumentista e o realizador, Leonor Pinhão e João Botelho, resolveram deixar o filme difamatório "Corrupção", da Utopia Filmes, recusando-se a assinar a ficha técnica, num gesto interpretado por muitos como uma tentativa de se verem livres dos processos por difamação e as indemnizações a que estarão sujeitos, bem como, chamar atenção para a estreia.

NÃO ASSINAM E AINDA DÃO A ENTENDER QUE É POR CULPA DE PINTO DA COSTA

A versão oficial é que Alexandre Valente, o produtor, terá discordado da alternativa montada pelo cineasta e, numa nova montagem que realizou sem a participação de Botelho, alterou a banda sonora, cortou cenas e recolocou alguns planos na fita protagonizada por Margarida Vila-Nova e Nicolau Breyner. A julgar pelas centenas de comentários que se podem ler na blogosfera, a estratégia surtiu efeito, porque já andam anónimos a dizer que estes cortes terão tido a influência de Pinto da Costa.

ATIRAR A PEDRA E ESCONDER A MÃO

Como resultado, João Botelho e Leonor Pinhão não vão assinar a ficha técnica e Alexandre Valente apresenta o filme a 1 de Novembro, em nome próprio, numa atitude inédita em Portugal. O filme, difamatório, baseado no livro "Eu, Carolina" ao qual se veio a descobrir recentemente que Leonor Pinhão acrescentou 58 páginas a implicar Pinto da Costa em corrupção, fica assim sem autores, passando a ser aparentemente mais difícil aos lesados imputar uma queixa por difamação.

FILME "CORRUPÇÃO" DE ALEXANDRE VALENTE

Ao não ser assinado, o filme que o autor dizia em entrevistas que iria resistir ao tempo e a Pinto da Costa, se o fizer, passa assim a figurar para a história como sendo da autoria de Alexandre Valente, varrendo por completo o nome do verdadeiro autor, o realizador benfiquista acima referido, que parece não ter pensado nisso, ao recusar-se a assinar.

TRAILER DE FILME DIFAMATÓRIO EXIBIDO EM PLENO ESTÁDIO DA LUZ

Depois de ser exibido pela primeira vez no ‘Telejornal’ da RTP em inícios de Setembro, ou seja, depois de ter o apoio da televisão estatal, paga por todos os contribuintes, inclusive os portistas que são enxovalhados no filme, o trailer do filme chegou este fim-de-semana aos ecrãs gigantes do Estádio da Luz, no intervalo do Benfica-Sporting, deixando no ar a ideia que é algo que desde o início tem o beneplácito do presidente do Sport Lisboa e Benfica, como aliás há testemunhos nesse sentido, pelo menos em relação ao livro "Eu, Carolina", em que se baseou o filme e que, segundo a irmã gémea de Carolina Salgado, Ana Curado, foi encomendado por Luis Filipe Vieira.

DIFAMAÇÃO TEM SITE

A selecção de imagens pode também ser visionada no site oficial www.corrupcao.net, onde, até ontem, ainda constava João Botelho como realizador da fita.

Nota: Esta notícia teve por base um artigo da edição online do Correio da Manhã. Foi alterado e não reflecte de modo algum o que vinha no original. Pode lê-lo carregando na ligação que se segue:

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sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Futebol: SC Braga - Equipa nortenha foi a única a conseguir manter-se na Taça UEFA


Braga goleia suecos do Hammarby, por 4-0 e salva a honra do convento das equipas portuguesas de futebol que participavam na competição. Belenenses, Leiria e Paços de Ferreira de fora


O Sporting de Braga garantiu ontem a qualificação para a fase de grupos da Taça UEFA ao golear os suecos do Hammarby por 4-0, depois de ter perdido por 2-1 na primeira mão. Os bracarenses foram assim a única equipa portuguesa a qualificar-se, salvando a honra do convento.

A mensagem deixada por Jorge Costa antes do jogo, avisando os jogadores de que a margem para errar se tinha esgotado, foi bem assimilada. Os jogadores nortenhos entraram no jogo balanceados no ataque.

Os bracarenses cedo começaram a criar lances de perigo, mas perto dos dez minutos o Hammarby ainda teve dois remates perigosos e, aos 12’, Traoré chegou a meter a bola na baliza mas o árbitro já assinalara falta sobre Dani Mallo. O Sp. Braga logo recuperou o domínio do jogo, criando ocasiões em série.

A abrir o segundo tempo surgiu o primeiro golo do Braga, com Wender a receber um passe de Vandinho e a marcar. O Hammarby foi então obrigado a arriscar e os bracarenses aproveitaram para acabar com o jogo, com a entrada de Hussain, o melhor em campo, a ser decisiva. Jorginho (67’) cabeceou para o 2-0, após um belo cruzamento de Hussain. E aos 78’ a eliminatória ficou definitivamente resolvida, com Linz a converter uma grande penalidade a punir uma falta sobre Hussain na área. Já nos descontos, Hussain fez o 4-0, o melhor golo do jogo.

"PRECISÁVAMOS VENCER"

O brasileiro Wender, autor do primeiro de quatro golos, sublinhou no final a importância deste triunfo para a equipa sair da crise. “Precisávamos mesmo de vencer”, afirmou.

O extremo Zé Manuel destacou a superioridade do Braga: “Merecemos esta vitória porque fomos sempre superiores ao longo de todo jogo.”

NOTAS

Lisboetas derrotados pelos alemães

O Belenenses foi ontem afastado da Taça UEFA pelo Bayern, ao perder (2-0), no Restelo.

Leirienses despedem-se com vitória

U. Leiria despediu-se ontem da UEFA com uma vitória em casa por 3-2 diante do Bayer Leverkusen, depois de ter perdido 3-1 na Alemanha.

Pacenses não arriscaram e perderam UEFA

O Paços de Ferreira foi ontem afastado da fase de grupos da Taça UEFA pelo AZ Alkmaar, ao empatar 0-0, no encontro da 2.ª mão da ronda eliminatória

Nota: Esta notícia teve por base um artigo da edição online do Correio da Manhã. Foi alterado e não reflecte de modo algum o que vinha no original. Pode lê-lo carregando na ligação que se segue:

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Apito Dourado: Pinto da Costa constituído arguido por delito de opinião





Biografia do líder portista leva a nova perseguição do Ministério Público de Lisboa, contra Pinto da Costa







Constituído arguido por comparar o MP de Lisboa à PIDE

O desabafo publicado no livro biográfico do melhor dirigente desportivo português de todos os tempos, Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa, sobre a forma parcial e persecutória como a Procuradoria-Geral da República tem conduzido o caso Apito Dourado, serviram de base a mais um processo contra Pinto da Costa.

Segundo o Correio da Manha, o Ministério Público de Lisboa voltou a constituir Pinto da Costa arguido, mas desta vez por um crime de ofensas a pessoa colectiva, num caso em que o alegado ofendido é o próprio Ministério Público.

Coincidência, ou não, é arguido em mais um processo

Segundo apurou o CM, o presidente do FC Porto foi ouvido como arguido na passada semana. Em causa estarão declarações de Pinto da Costa, publicadas no livro de Felícia Cabrita, ‘Luzes e Sombras de um Dragão’, designadamente quando supostamente estabelece uma comparação entre o Ministério Público e a PIDE, e declara que a instituição dirigida por Pinto Monteiro não actua com critérios de legalidade e faz perseguições pessoais. Coincidência, ou não, perseguição pessoal, ou queixa injusta, a verdade é que foi constituído arguido em mais um processo, enquanto outros parecem passar incólumes, por muito que digam ou façam, como é o caso de Carolina Salgado e Luis Filipe Vieira, Presidente do Sport Lisboa e Benfica.

Dois livros tratados de forma diferente pelo PGR

Contrariamente ao que foi feito após o lançamento do livro ‘Eu, Carolina’, que levou o PGR a não mandar verificar os motivos porque foi escrito, ou quem o pagou e editou, nem mesmo quando a autora Maria Fernanda Freitas veio a público dizer que a versão publicada era diferente da original, desta vez, a Procuradoria fez saber que a obra da reputada jornalista, Felícia Cabrita, seria analisada em pormenor e acabou mesmo por originar vários inquéritos contra a autora e Pinto da Costa. O PGR teve assim aparentemente dois pesos e duas medidas, com a agravante de, pelo visto, ter preferido dar mais credibilidade a uma ex-companheira rejeitada, do que a uma jornalista de renome.

'Apito': dois livros, dois dossiers anónimos e um filme

Em Dezembro de 2006 o livro ‘Eu, Carolina’, da autoria de Maria Fernanda Freitas, assinado pela ex-companheira de Pinto da Costa, Carolina Salgado e editado pela jornalista benfiquista Leonor Pinhão, que lhe acrescentou 58 páginas, precisamente as que envolvem Pinto da Costa em corrupção, veio dar novo fôlego ao processo ‘Apito Dourado’.

Entre muitas outras declarações extremamente graves, Carolina disse ter sido a autora moral das agressões ao vereador Ricardo Bexiga e, apesar de ter sido imediatamente chamada para sucessivas inquirições no Ministério Público, nunca foi constituída arguida, mesmo depois de ter confessado o crime.

Felícia Cabrita sempre disse que Carolina não tinha credibilidade

Após o livro de Carolina, surgiu a biografia do presidente portista escrita por Felícia Cabrita, ‘Luzes e Sombras de um Dragão’. A jornalista, que tem defendido Pinto da Costa e que foi responsável pelo despoletar do caso Casa Pia, envolvendo um escândalo de pedofilia que estava guardado numa gaveta há mais de trinta anos, sempre disse publicamente que Carolina não tinha credibilidade.

Perseguição não é apenas institucional e é feita com o aval do MP e da PGR

Já no próximo mês chega aos cinemas o filme ‘Corrupção’, de João Botelho, inspirado no livro de Carolina Salgado, cujo guião foi feito pela mesma pessoa que acrescentou as 58 páginas ao livro "Eu, Carolina", ou seja, Leonor Pinhão. Apesar de se basear em factos que nunca foram provados e ter sido começado a filmar quando esses mesmos factos ainda estavam em segredo de justiça, o filme feito com o único intuito de influenciar a opinião pública e denegrir a imagem de alguém que ainda está a ser julgado pelos crimes que lá vão aparecer, estranhamente nunca pareceu incomodar, nem a equipa de Maria José Morgado, nem o Ministério Público, nem o Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro. Pessoas e entidades que tinham a obrigação de ficar incomodadas.

17 acusações feitas por Morgado, em apenas sete meses

A equipa coordenada por Maria José Morgado para a investigação das dezenas de certidões do processo ‘Apito Dourado’ teve um saldo de 17 acusações e 14 arquivamentos em apenas sete meses.

Segundo o último memorando da Procuradoria-Geral da República, datado de Julho, quando Morgado foi nomeada para investigar os inquéritos da Câmara de Lisboa, estava ainda pendente o processo das agressões ao vereador Ricardo Bexiga, no qual Pinto da Costa é arguido, embora estranhamente, a pessoa que alegadamente mandou mesmo agredir o vereador, Carolina Salgado, não o seja.

No total, o processo da corrupção no futebol, desencadeado em 2004, resultou em 20 acusações e 33 arquivamentos, tendo em conta também o período anterior a Morgado. Os dirigentes desportivos do FC Porto Pinto da Costa e Reinaldo Teles, Rui Alves, do Nacional da Madeira, e Valentim Loureiro são alguns dos mais mediáticos acusados.

Contudo, apesar destas acusações todas, a investigação ficou-se por Leiria e o presidente do Sport Lisboa e Benfica, que foi apanhado numa escuta cruzada, ou seja, quando não estava sob escuta, a escolher especificamente um arbitro para a meia-final da Taça de Portugal de 2003/2004, de entre seis que lhe foram sendo sugeridos, nem sequer foi constituído arguido.

EXCERTOS DO 'LUZES E SOMBRAS' QUE LEVARAM PINTO DA COSTA A SER ARGUIDO

Pinto da Costa não quer que MP de Lisboa se transforme numa nova PIDE

“Não estou para viver mais num país onde a Revolução de Abril acabou com a PIDE para agora ser substituída pelo Ministério Público.”

Os casos são os mesmos que foram arquivados pelo MP do Porto

“Os casos [do ‘Apito Dourado’] são os mesmos não vejo porque é que o desfecho há-de ser diferente. Já prestei declarações, não vou repetir tudo outra vez até porque já passou muito tempo e a memória não é a mesma.”

Estado policial com uma ditadura fiscal

No livro é revelado o futuro de Pinto da Costa “mal se veja livre” do ‘Apito Dourado’. As autoras dizem que tem uma proposta para trabalhar em Angola, na empresa Geogest, onde “impera a riqueza do ministro da Defesa” e que tem como sócio o português António Ferreira, autor da frase a que Pinto da Costa respondeu com a comparação do MP à PIDE: “Você vive num estado policial com uma ditadura fiscal.”

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sábado, 29 de setembro de 2007

Apito Dourado: Ambiente de difamação permanente afugenta juízes dos processos


Os constantes ataques da comunicação social de Lisboa à idoneidade, integridade e probidade de toda e qualquer pessoa que não actue contra Pinto da Costa, tem alegadamente levado os juízes que têm o azar de se ver nomeados para julgar o caso Apito Dourado, a pedir incidentes de escusa dos respectivos processos. É já o terceiro. Desembargador alegou laços familiares para sair do caso


Ninguém integro e honesto parece querer julgar o ‘Apito Dourado’. A dança de juízes continua e desta vez foi mudado o relator do recurso que se encontra na Relação do Porto, relativamente ao despacho de pronúncia que vai levar a julgamento 24 arguidos no processo de Gondomar.

O magistrado alegou que é primo em quarto grau do dirigente desportivo Américo Neves, o seu pai foi padrinho de baptismo de José Luís Oliveira e é amigo pessoal do ex-vereador Leonel Viana. Relações pessoais que, na sua óptica, o impedem de apreciar os recursos, já que qualquer decisão, designadamente a validação ou não das escutas telefónicas, teria repercussões nos processos contra os arguidos.

Este é o terceiro juiz que pediu escusa nos processos, a que se soma ainda o pedido interposto por Carlos Teixeira, procurador do MP.

Os restantes pedidos tiveram decisões diferentes. Carlos Teixeira foi confirmado à frente do inquérito, o mesmo acontecendo à juíza do Tribunal de Instrução Criminal do Porto que alegou, e muito bem, não ter condições de apreciar uma instrução que envolvia Valentim Loureiro por o seu padrasto ser Pôncio Monteiro, um homem cujas ligações ao FC Porto são por demais conhecidas e que certamente seriam alvo de críticas por parte da comunicação social sulista, caso decidisse a favor dos acusados.

Em Gondomar, o juiz que deveria presidir ao julgamento dos 26 arguidos acusados de corrupção desportiva também pediu escusa. Nesse caso ainda não foi decidido se será ou não afastado, tendo o magistrado alegado, como era sua obrigação, que o facto de pertencer a um órgão da Liga de Clubes, onde Valentim Loureiro exerce as funções de presidente da Assembleia Geral, pode permitir que outros ponham em causa a sua imparcialidade.

Juiz desembargador denuncia ambiente hostil aos recorrentes

Relativamente ao juiz desembargador este é o seu segundo pedido de escusa. Já o tinha pedido no inquérito e também foi afastado. “Neste contexto, o que preocupa o requerente [...] é que toda e qualquer decisão, mesmo dentro da mais estrita legalidade por que pauta as suas decisões, possa ser considerada parcial, caso seja favorável à pretensão dos recorrentes”, afirmou o juiz desembargador, tendo obtido a concordância dos juízes conselheiros:

Fala mesmo em mosaico de aparências capazes de levantar desconfianças

“Pode estar criado um mosaico de aparências capaz de sustentar, no juízo do público conhecedor daquela situação de relacionamento, apreensão, dúvidas, desconfianças ou suspeitas sobre a indispensável imparcialidade do julgador.”

PINTO DA COSTA É O MAIS PREJUDICADO PELA DEMORA

Devido a estes atrasos, bem como, aos pedidos de adiamento dos advogados, segundo o CM, todos os processos que envolvem Pinto da Costa, no âmbito do ‘Apito Dourado’, encontram-se parados na fase de instrução, o que significa que mais tempo tardará, o Presidente do Futebol Clube do Porto, a ver provada a sua inocência pelos tribunais.

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PSD: Luís Filipe Menezes inflige pesada derrota a Marques Mendes



Presidente da Câmara de Gaia eleito líder do PSD de forma expressiva



Depois de ter sofrido todo o tipo de esquemas pouco transparentes, Menezes conseguiu ontem uma vitória clara sobre o seu opositor, na corrida à liderança do Partido Social Democrata.

Luís Filipe Menezes é assim o novo líder do PSD. Às 00h40, os apoiantes do autarca de Gaia já gritavam vitória, quando faltava apurar apenas 93 das 341 secções de voto. Menezes já arrecadava 16 498 votos (55,23%), contra 12.452 votos (41,68%) de Marques Mendes.

O novo presidente dos social-democratas, em declarações ao CM, garantiu que irá “trabalhar para o partido”. Hoje, Menezes fará uma declaração às 13h00 em Lisboa, onde se ficará a saber se abandona ou não a Câmara de Gaia.

Marques Mendes, com o ar cansado e triste de quem não estava minimamente à espera de perder, assumiu a derrota às 00h55. “Eu perdi esta eleição. Luís Filipe Menezes é o novo líder, já lhe telefonei para o felicitar. Que o PSD possa alcançar no futuro o sucesso que sempre ambicionei para o partido”, disse Mendes.

As eleições ficaram marcadas por diversas polémicas, como a que ontem levou a Figueira da Foz a ficar de fora destas directas. Em causa estiveram factos que, segundo o jornal Público, fizeram com que fosse apresentada uma queixa-crime por militantes afectos a Luís Filipe Meneses e levaram a que o presidente demissionário da concelhia local, José Elísio Oliveira — apoiante de Menezes — dissesse terem sido detectados "centenas de vales postais com assinaturas falsificadas, inclusive de um militante morto".

GANHAR TUDO EM 2009

"Demos uma lição de Democracia. Não iremos excluir ninguém. Iremos chamar todos ao combate. Vamos começar um combate leal, mas determinado contra PS”.

Esta foi, em síntese, a mensagem deixada hoje, à 1h30 pelo novo líder do PSD. Luís Filipe Menezes já traçou o objectivo: “Ganhar tudo em 2009”, ano em que se realizam as eleições legislativas, autárquicas e europeias.

REACÇÕES

Liderança mobilizadora
(Ribau Esteves, Porta-voz e Presidente da Câmara de Ílhavo)

“Vamos ter uma liderança forte, diferente e mobilizadora”, prometeu Ribau Esteves. O porta-voz da candidatura de Filipe Menezes garantiu, ainda, que os incidentes que rodearam estas directas “não se repetirão”, provavelmente referindo-se aos que alegadamente puseram a votar, por Marques Mendes, militantes no Canadá que chegaram a garantir não ter sequer uma conta para pagar as quotas.

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sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Governo: TGV não vai passar pelo Aeroporto Francisco Sá Carneiro



Lisboa insiste em isolar o aeroporto que serve toda a Região Norte, situado no Grande Porto, impedindo assim que este se torne uma alternativa credível ao Aeroporto de Vigo




Ana Paula Vitorino foi ontem ouvida na Comissão de Obras Públicas sobre o financiamento do TGV. Governo prepara-se para fazer com que apenas a Rede Ferroviária convencional ligue o Aeroporto do Porto ao TGV, inviabilizando, dessa forma, que turistas e executivos possam utilizar o Aeroporto Francisco Sá Carneiro como alternativa ao Aeroporto de Vigo e vice-versa.

A construção de uma estação no referido Aeroporto, situado na Maia, tem sido reivindicada pela Junta Metropolitana e pela Associação Comercial do Porto, mas tem sido sistematicamente afastada pelo Governo. Alegadamente, "Seria impossível cumprir os prazos com uma estação no aeroporto", disse Ana Paula Vitorino, sublinhando que, em todo o caso, a alta velocidade (AV) "serve para ligar grandes centros urbanos e não aeroportos". Contudo, em Lisboa, caso o novo aeroporto não vá para a margem Sul, o que parece ser o mais provável, na Ota passará a existir um estação do TGV. Apesar disso, essa mesma ligação, no Porto, já parece não fazer sentido para o governo e o argumento falacioso dos grandes centros urbanos, também já parece não ser tido em grande conta.

Na audição, a Oposição, em especial o PSD, levantou dúvidas sobre o modelo de financiamento escolhido pelo Governo para financiar a AV, alegando que, tal como as Scut, vai comprometer as gerações futuras. A responsável rejeitou as críticas, explicando que é este o modelo que está a ser seguido noutros países, como a França, demonstrando que o Governo Português anda uma vez mais a tiracolo do que se faz lá fora, em vez de conceber soluções de raiz.

NOTAS

Paralelamente a este discurso da redução de custos, para justificar o eterno menor investimento na Região Norte, o Governo Português, sedeado na Capital, prepara-se para hipotecar as gerações vindouras com a construção de um novo aeroporto em Lisboa, mais concretamente na OTA e que segundo diversas sondagens divulgadas nos mais variados meios de comunicação social, o resto do País não só não quer, como acha que não pode pagar. Indiferente, o Governo tem feito ouvidos moucos, não só da opinião pública, como também do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, que chegou inclusive a dizer que era necessário fazer primeiro um "debate aprofundado".

Nota: Esta notícia teve por base um artigo da edição online do Jornal de Notícias. Foi alterado e não reflecte de modo algum o que vinha no original. Pode lê-lo carregando na ligação que se segue:

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Uma verdade incontestavel no Jornal O Jogo...