quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Apito Dourado: Ex-Presidente do Sporting Clube de Portugal constituído arguido



Autor do Manifesto pela transparência no mundo do futebol, apanhado pelas teias da Lei em negócio ilegal que envolve fraude fiscal. Em causa a transferência fraudulenta de João Pinto, do Benfica para o Sporting, em 2000




Dias da Cunha, junta-se a José Veiga, nos suspeitos de corrupção

Dias da Cunha, ex-presidente do Sporting, e outro administrador do clube, foram constituídos arguidos no caso José Veiga/João Pinto, a propósito da investigação que está a ser feita sobre a transferência pouco transparente do atleta para Alvalade no ano 2000. Os dirigentes leoninos foram ouvidos já em Janeiro deste ano, a propósito do último pagamento feito ao jogador e que envolve empresas offshores.

Em declarações à Lusa, Dias da Cunha confirmou a diligência das autoridades, “O que está a ser investigado tem a ver com a contratação do João Pinto em 2000”.

Autor do Manifesto fala agora em "Ligeiríssimas incorrecções"

Ainda de acordo com o antigo líder leonino, “o documento tem uma primeira versão dos serviços do Sporting e tem uma segunda versão, em que são feitas alterações por quem assessorava o João Pinto em termos jurídicos”. “Há ligeiríssimas incorrecções, que não beneficiam nem prejudicam quem quer que seja e aqui estou a englobar o próprio Estado”, afirmou.

Ainda segundo o CM apurou, o outro dirigente leonino também ouvido pelas autoridades na qualidade de arguido foi-o pelo mesmo motivo. Pelo pagamento da última tranche e não por causa do negócio da transferência propriamente dito.

Recorde-se, ainda, que este processo está praticamente investigado, faltando apenas, para a dedução da acusação pública, do recebimento de uma carta rogatória que foi pedida ao Luxemburgo – para uma conta bancária onde os pagamentos pelos direitos desportivos do atleta foram transferidos.

PORMENORES

OUTROS ARGUIDOS

Além dos dirigentes leoninos há outros dois arguidos no processo. João Pinto e José Veiga, ex-dirigente do Sport Lisboa e Benfica. O primeiro começou como queixoso, alegando que não tinha recebido o dinheiro, mas foi depois constituído arguido por suspeita de fraude fiscal.

MAIS DE TRÊS MILHÕES

Está em causa o pagamento de uma verba de três milhões e 272 mil euros, devido à transferência de João Vieira Pinto do Sport Lisboa e Benfica para o Sporting Clube de Portugal, na época 2000/2001. José Veiga foi detido o ano passado e indiciado por fraude fiscal e burla qualificada.

NOTAS

"Há corrupção e dinheiro sujo no futebol Português", disse Dias da Cunha, em entrevista à RTP, em 2004.

Nota: Esta notícia teve por base um artigo da edição online do Correio da Manhã. Foi alterado e não reflecte de modo algum o que vinha no original. Pode lê-lo carregando na ligação que se segue:

Ver o artigo original do Correio da Manha

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Apito Dourado: Correio da Manhã condena Pinto da Costa antes da sentença do Juiz









Ao publicar o artigo com o título "Corrupção: Presidente do FC Porto contesta acusação", o Correio da Manhã, volta assim a limitar os direitos fundamentais do Presidente do Futebol Clube do Porto, perante a passividade total do Procurador-Geral da República e demais entidades competentes









Tânia Laranjo volta à carga

Tal como é seu costume, o Correio da Manhã, através de Tânia Laranjo, voltou a atacar impunemente os direitos mais elementares do Presidente do Futebol Clube do Porto, o cidadão Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa, defendidos pela Constituição da República Portuguesa. Depois de já muito ter escrito, como já aqui foi relatado, a referida articulista, resolveu desta vez elaborar um texto em que já nem se dá ao trabalho de referir o processo Apito Dourado e passa a usar directamente os termos "Corrupção" e "caso Pinto da Costa".

Título condenatório antes de haver sentença

Através de títulos como "Corrupção: Presidente do FC Porto contesta acusação" e "Instrução aberta no caso Pinto da Costa", o referido jornal comete assim uma das maiores ofensas ao nome e reputação de quem ainda não foi condenado e, enquanto não houver prova em contrário, é inocente, até hoje efectuadas pelo jornalismo em Portugal.

Jornalismo sem limites

Para o referido jornal e, sobretudo, para a jornalista em questão, os limites legais a que qualquer cidadão está obrigado, sob pena de ser condenado por difamação, parecem não existir e tudo aparenta ser permitido, desde que o que se escreve tenha o potencial de atrair leitores.

Pinto da Costa censurado por usar uma prerrogativa legal

A acusação que recaiu sobre Pinto da Costa e Reinaldo Teles, presidente e vice-presidente da FC Porto SAD, e que está relacionada com o jogo Beira-Mar/FC Porto, já está na fase de instrução.

A lei confere a opção, à defesa dos arguidos de quaisquer processos e mais concretamente aos relacionados com o ‘Apito Dourado’, se assim o entenderem, de contestar a validade das escutas telefónicas. Aliás, essa prerrogativa, já foi exercida em Gondomar e levou o juiz de instrução a validar, na mesma, as escutas. Contudo, Tânia Laranjo e o Correio da Manhã, parecem não ter gostado do facto de o advogado de Pinto da Costa ter interposto requerimento nesse sentido, um direito que lhe assiste por lei e dão-se mesmo ao luxo de dar um tom de reprimenda ao que escrevem sobre o assunto, com frases como "Pinto da Costa volta a questionar legalidade das escutas", "Mais uma vez", "O problema" e "Recorde-se, ainda, que também no Porto, o presidente da SAD portista tenta contestar outra acusação pública."

Em democracia, os réus são inocentes até sentença em contrário

Resta referir que qualquer uma das três acusações que o referido jornal aborda no artigo, apenas começou agora a ser julgada, pelo que em todas elas não há um único condenado, o que significa que, pelo menos até ao final do julgamento, os réus ainda são todos inocentes, o que se torna francamente difícil de perceber pelo texto condenatório e persecutório do jornal da Cofina, do empresário Paulo Fernandes, que desde o momento zero parece apostado em fazer condenar o máximo dirigente do Futebol Clube do Porto, Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa, independentemente de ele ser culpado, ou não.

NOTAS

Linha editorial em sintonia com o filme "Corrupção"

Em conformidade com a linha editorial que o Correio da Manhã tem vindo a seguir, a referida jornalista parece assim ter aderido à campanha difamatória encabeçada pela benfiquista Leonor Pinhão e o seu marido, João Botelho, ao terem concebido, elaborado o guião e realizado o filme "Corrupção", baseado no livro "Eu, Carolina", assinado pela ex-profissional de alterne e ex-amante de Pinto da Costa, Carolina Salgado e que estranhamente serviu para reabrir processos que já tinham sido arquivados, mesmo depois de se ter vindo a saber que Leonor Pinhão, guionista do filme, tinha acrescentado 58 páginas a esse mesmo livro, precisamente as que envolvem Pinto da Costa em alegada corrupção e sendo sabido que a conhecida benfiquista nutre um ódio especial a Pinto da Costa, uma vez que há muito o acusa de ter mandado agredir o seu pai, o também jornalista Carlos Pinhão, em Aveiro, depois de um jogo Beira-Mar-FC Porto e cujo processo judicial foi arquivado por falta de provas.

Nota: Esta notícia teve por base um artigo da edição online do Correio da Manhã. Foi alterado e não reflecte de modo algum o que vinha no original. Pode lê-lo carregando na ligação que se segue:

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Norte: Vitória de Guimarães vence na Corunha a Taça Juan Acuna





Vitória de Guimarães voltou a vencer o Deportivo da Corunha por 5-3, nas grandes penalidades e conquistou agora, na Galiza, o Troféu Juan Acuna, depois de ter ganho o Troféu Cidade de Guimarães, em jogo disputado no Estádio D. Afonso Henriques, contra a mesma equipa.





O Vitória de Guimarães conquistou ontem à noite o Trofeu Juan Acuna, ao ganhar ao Deportivo da Corunha no desempate por grandes penalidades, após 1-1 no tempo regulamentar.

No estádio Riazor os pupilos de Manuel Cajuda foram os mais organizados ao longo dos 90 minutos e chegaram ao 1-0 aos 35 minutos, através do sérvio Miljan Mrdakovic. Mesmo no final do encontro Aythami apareceu desmarcado ante o guarda-redes Serginho, entrado ao intervalo para render Nuno Santos, fazendo o empate que já não se esperava. Apesar deste golo sofrido em tempo regular, o vimaranense viria a ser a figura do jogo, ao defender duas das grandes penalidades dos galegos.

A equipa portuguesa jogou com os seguintes elementos:

Vitória Guimarães: Nuno Santos (Serginho, 45), Geromel (Moreno, 45), Radanovic, Márcio, Andrezinho (Carlitos, 45), Luciano (Momha, 45), João Alves (Flávio, 45), Fajardo (Ghilas, 45, Dinis, 88), Desmarets (Tiago Ronaldo, 70), Felipe (Rabiola, 58, Lucas, 85) e Mrdakovic (Alan, 45).

Fonte: Lusa

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Apito: Carolina volta a implicar Pinto da Costa em ilícitos, para escapar às acusações de fogo posto



Caso dos incêndios efectuados por Paulo Lemos e Rui Passeira, aos escritórios de Pinto da Costa, Lourenço Pinto e Jorge Vieira Pinto, a mando de Carolina Salgado. A ex-profissional de alterne acusa agora o Presidente do Futebol Clube do Porto de coagir um dos incendiários a depor contra ela.



Aquela que foi considerada pelo MP, como autora moral dos incêndios, acusa agora Pinto da Costa de mandar ameaçar de morte um dos autores materiais

Para se salvar, Carolina Salgado recorre a tudo e diz agora que o seu principal acusador - um dos dois autores materiais dos incêndios, Paulo Lemos – foi ameaçado por seguranças do presidente do FC Porto e forçado a depor contra si. A afirmação é formulada no requerimento de abertura de instrução, diligência requerida pelo advogado de Carolina Salgado para contestar a acusação que o Ministério Público fez, contra ela, de ser a autora moral dos referidos crimes.

Defesa de Salgado anexou uma queixa antiga, feita na GNR, dos tempos em que Carolina ainda estava mancomunada com Paulo Lemos.

Em causa está o facto de Paulo Lemos, ex-amante de Carolina - segundo ele mesmo garante, numa época em que ainda estavam ligados, a dada altura ter apresentado uma queixa na GNR de Vila Nova de Gaia, a dizer que estava a ser ameaçado.

Documento supostamente entregue pelo advogado de Carolina, à Agência Lusa

Na queixa, alegadamente ontem divulgada pelo advogado de Carolina Salgado à agência Lusa, o ex-amante de Carolina Salgado garantia ter sido interpelado à saída de um ginásio por um homem, tendo sido de imediato agredido na face. O agressor seria supostamente um segurança do Porto que ele hipoteticamente reconheceu e que teria alegadamente ligações estreitas com Pinto da Costa.

Terá dito então Paulo Lemos, que a agressão tinha como objectivo a alteração dos depoimentos que vinha a prestar no Ministério Público (MP), onde defendia Carolina Salgado, e que os mesmos só terminariam quando a acusasse. Depois disso e atendendo a que Paulo Lemos alterou mesmo o seu depoimento, acabando por ser considerado como uma peça fundamental pelo MP que o usou na acusação à ex-companheira de Pinto da Costa, o advogado de Carolina resolveu anexar cópia da mesma queixa, cujo processo seguia de forma autónoma.

Esquema para evitar que o testemunho seja valorado

Com esta diligência, José Dantas tenta demonstrar que o depoimento agora prestado foi feito sob coacção e não deve ser valorado. Dantas vai tentar ainda anular a decisão do MP de não acusar Paulo Lemos. Mas só juiz de instrução é que poderá revogar a decisão do MP do Porto que quer apenas ouvir Lemos na qualidade de testemunha.

Advogado de Paulo Lemos, nunca tinha ouvido falar do assunto

Contactado pelo CM, o advogado de Paulo Lemos (Carlos Macanjo) disse desconhecer a existência da queixa.

NOTAS

Segunda tentativa do mesmo género

É pelo menos a segunda vez que Carolina Salgado, tenta algo semelhante. Fez o mesmo para se ver livre das acusações de roubo de bens a Pinto da Costa, tendo inclusive chegado a apresentar queixa que este lhe teria dado "um par de estalos", facto que foi desmentido pela própria empregada que se encontrava presente no local, quando Pinto da Costa foi tentar reaver o que era seu. Um dos quadros de que Carolina se terá apoderado indevidamente, extremamente valioso, da autoria de Cargaleiro, chegou mesmo a oferecê-lo ao Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Luis Filipe Vieira, segundo alguns jornais. Pinto da Costa terá conseguido resgatá-lo, graças à intervenção da irmã gémea de Carolina Salgado, Ana Curado, que tem vindo a testemunhar contra a ex-profissional de alterne.

Alterne

s. m., gír. - prática de aliciamento ao consumo de bebidas e por vezes à prostituição em bares e salas de diversão nocturna (fonte: Priberam).

Defesa ter-se-á inspirado na forma como o MP tratou o testemunho de Ana Curado, onde esta atesta que tudo não passa duma vingança de Carolina

Em vez de investigar a credibilidade das denúncias, a equipa de Maria José Morgado, preferiu investigar quem as fez ou em que ambiente foram feitas. Exactamente o oposto da forma como lidou com as declarações de Carolina Salgado, em relação a Pinto da Costa, no livro "Eu, Carolina", que serviu para reabrir processos arquivados e que recentemente se ficou a saber que foi acrescentado em 58 páginas pela jornalista benfiquista Leonor Pinhão, precisamente as que envolvem Pinto da Costa em corrupção.

Carolina, autora moral dos incêndios

A irmã gémea de Ana Curado, que acusou Carolina em depoimento ao Ministério Público de se querer vingar de Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa, é acusada na qualidade de "autora moral" e responsável pelas ordens de execução daqueles crimes.

Autores materiais, Paulo Lemos e Rui Passeira, confessaram

Lemos confessou ainda a autoria de dois incêndios, na madrugada de 14 de Junho, a mando de Carolina e garante ser o namorado que sucedeu a Pinto da Costa. Segundo o MP, o interesse de Passeira seria receber cocaína gratuitamente. Carolina terá mandado incendiar também o escritório de um solicitador, Jorge Vieira Pinto, responsável por um arresto de alguns bens dela.

Nota: Esta notícia teve por base um artigo da edição online do Correio da Manhã. Foi alterado e não reflecte de modo algum o que vinha no original. Pode lê-lo carregando na ligação que se segue:

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sábado, 6 de outubro de 2007

Apito Dourado: Leonor Pinhão e o marido tentam sair impunes do filme "Corrupção"

Pronto a ser exibido, a argumentista e o realizador, Leonor Pinhão e João Botelho, resolveram deixar o filme difamatório "Corrupção", da Utopia Filmes, recusando-se a assinar a ficha técnica, num gesto interpretado por muitos como uma tentativa de se verem livres dos processos por difamação e as indemnizações a que estarão sujeitos, bem como, chamar atenção para a estreia.

NÃO ASSINAM E AINDA DÃO A ENTENDER QUE É POR CULPA DE PINTO DA COSTA

A versão oficial é que Alexandre Valente, o produtor, terá discordado da alternativa montada pelo cineasta e, numa nova montagem que realizou sem a participação de Botelho, alterou a banda sonora, cortou cenas e recolocou alguns planos na fita protagonizada por Margarida Vila-Nova e Nicolau Breyner. A julgar pelas centenas de comentários que se podem ler na blogosfera, a estratégia surtiu efeito, porque já andam anónimos a dizer que estes cortes terão tido a influência de Pinto da Costa.

ATIRAR A PEDRA E ESCONDER A MÃO

Como resultado, João Botelho e Leonor Pinhão não vão assinar a ficha técnica e Alexandre Valente apresenta o filme a 1 de Novembro, em nome próprio, numa atitude inédita em Portugal. O filme, difamatório, baseado no livro "Eu, Carolina" ao qual se veio a descobrir recentemente que Leonor Pinhão acrescentou 58 páginas a implicar Pinto da Costa em corrupção, fica assim sem autores, passando a ser aparentemente mais difícil aos lesados imputar uma queixa por difamação.

FILME "CORRUPÇÃO" DE ALEXANDRE VALENTE

Ao não ser assinado, o filme que o autor dizia em entrevistas que iria resistir ao tempo e a Pinto da Costa, se o fizer, passa assim a figurar para a história como sendo da autoria de Alexandre Valente, varrendo por completo o nome do verdadeiro autor, o realizador benfiquista acima referido, que parece não ter pensado nisso, ao recusar-se a assinar.

TRAILER DE FILME DIFAMATÓRIO EXIBIDO EM PLENO ESTÁDIO DA LUZ

Depois de ser exibido pela primeira vez no ‘Telejornal’ da RTP em inícios de Setembro, ou seja, depois de ter o apoio da televisão estatal, paga por todos os contribuintes, inclusive os portistas que são enxovalhados no filme, o trailer do filme chegou este fim-de-semana aos ecrãs gigantes do Estádio da Luz, no intervalo do Benfica-Sporting, deixando no ar a ideia que é algo que desde o início tem o beneplácito do presidente do Sport Lisboa e Benfica, como aliás há testemunhos nesse sentido, pelo menos em relação ao livro "Eu, Carolina", em que se baseou o filme e que, segundo a irmã gémea de Carolina Salgado, Ana Curado, foi encomendado por Luis Filipe Vieira.

DIFAMAÇÃO TEM SITE

A selecção de imagens pode também ser visionada no site oficial www.corrupcao.net, onde, até ontem, ainda constava João Botelho como realizador da fita.

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sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Futebol: SC Braga - Equipa nortenha foi a única a conseguir manter-se na Taça UEFA


Braga goleia suecos do Hammarby, por 4-0 e salva a honra do convento das equipas portuguesas de futebol que participavam na competição. Belenenses, Leiria e Paços de Ferreira de fora


O Sporting de Braga garantiu ontem a qualificação para a fase de grupos da Taça UEFA ao golear os suecos do Hammarby por 4-0, depois de ter perdido por 2-1 na primeira mão. Os bracarenses foram assim a única equipa portuguesa a qualificar-se, salvando a honra do convento.

A mensagem deixada por Jorge Costa antes do jogo, avisando os jogadores de que a margem para errar se tinha esgotado, foi bem assimilada. Os jogadores nortenhos entraram no jogo balanceados no ataque.

Os bracarenses cedo começaram a criar lances de perigo, mas perto dos dez minutos o Hammarby ainda teve dois remates perigosos e, aos 12’, Traoré chegou a meter a bola na baliza mas o árbitro já assinalara falta sobre Dani Mallo. O Sp. Braga logo recuperou o domínio do jogo, criando ocasiões em série.

A abrir o segundo tempo surgiu o primeiro golo do Braga, com Wender a receber um passe de Vandinho e a marcar. O Hammarby foi então obrigado a arriscar e os bracarenses aproveitaram para acabar com o jogo, com a entrada de Hussain, o melhor em campo, a ser decisiva. Jorginho (67’) cabeceou para o 2-0, após um belo cruzamento de Hussain. E aos 78’ a eliminatória ficou definitivamente resolvida, com Linz a converter uma grande penalidade a punir uma falta sobre Hussain na área. Já nos descontos, Hussain fez o 4-0, o melhor golo do jogo.

"PRECISÁVAMOS VENCER"

O brasileiro Wender, autor do primeiro de quatro golos, sublinhou no final a importância deste triunfo para a equipa sair da crise. “Precisávamos mesmo de vencer”, afirmou.

O extremo Zé Manuel destacou a superioridade do Braga: “Merecemos esta vitória porque fomos sempre superiores ao longo de todo jogo.”

NOTAS

Lisboetas derrotados pelos alemães

O Belenenses foi ontem afastado da Taça UEFA pelo Bayern, ao perder (2-0), no Restelo.

Leirienses despedem-se com vitória

U. Leiria despediu-se ontem da UEFA com uma vitória em casa por 3-2 diante do Bayer Leverkusen, depois de ter perdido 3-1 na Alemanha.

Pacenses não arriscaram e perderam UEFA

O Paços de Ferreira foi ontem afastado da fase de grupos da Taça UEFA pelo AZ Alkmaar, ao empatar 0-0, no encontro da 2.ª mão da ronda eliminatória

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Apito Dourado: Pinto da Costa constituído arguido por delito de opinião





Biografia do líder portista leva a nova perseguição do Ministério Público de Lisboa, contra Pinto da Costa







Constituído arguido por comparar o MP de Lisboa à PIDE

O desabafo publicado no livro biográfico do melhor dirigente desportivo português de todos os tempos, Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa, sobre a forma parcial e persecutória como a Procuradoria-Geral da República tem conduzido o caso Apito Dourado, serviram de base a mais um processo contra Pinto da Costa.

Segundo o Correio da Manha, o Ministério Público de Lisboa voltou a constituir Pinto da Costa arguido, mas desta vez por um crime de ofensas a pessoa colectiva, num caso em que o alegado ofendido é o próprio Ministério Público.

Coincidência, ou não, é arguido em mais um processo

Segundo apurou o CM, o presidente do FC Porto foi ouvido como arguido na passada semana. Em causa estarão declarações de Pinto da Costa, publicadas no livro de Felícia Cabrita, ‘Luzes e Sombras de um Dragão’, designadamente quando supostamente estabelece uma comparação entre o Ministério Público e a PIDE, e declara que a instituição dirigida por Pinto Monteiro não actua com critérios de legalidade e faz perseguições pessoais. Coincidência, ou não, perseguição pessoal, ou queixa injusta, a verdade é que foi constituído arguido em mais um processo, enquanto outros parecem passar incólumes, por muito que digam ou façam, como é o caso de Carolina Salgado e Luis Filipe Vieira, Presidente do Sport Lisboa e Benfica.

Dois livros tratados de forma diferente pelo PGR

Contrariamente ao que foi feito após o lançamento do livro ‘Eu, Carolina’, que levou o PGR a não mandar verificar os motivos porque foi escrito, ou quem o pagou e editou, nem mesmo quando a autora Maria Fernanda Freitas veio a público dizer que a versão publicada era diferente da original, desta vez, a Procuradoria fez saber que a obra da reputada jornalista, Felícia Cabrita, seria analisada em pormenor e acabou mesmo por originar vários inquéritos contra a autora e Pinto da Costa. O PGR teve assim aparentemente dois pesos e duas medidas, com a agravante de, pelo visto, ter preferido dar mais credibilidade a uma ex-companheira rejeitada, do que a uma jornalista de renome.

'Apito': dois livros, dois dossiers anónimos e um filme

Em Dezembro de 2006 o livro ‘Eu, Carolina’, da autoria de Maria Fernanda Freitas, assinado pela ex-companheira de Pinto da Costa, Carolina Salgado e editado pela jornalista benfiquista Leonor Pinhão, que lhe acrescentou 58 páginas, precisamente as que envolvem Pinto da Costa em corrupção, veio dar novo fôlego ao processo ‘Apito Dourado’.

Entre muitas outras declarações extremamente graves, Carolina disse ter sido a autora moral das agressões ao vereador Ricardo Bexiga e, apesar de ter sido imediatamente chamada para sucessivas inquirições no Ministério Público, nunca foi constituída arguida, mesmo depois de ter confessado o crime.

Felícia Cabrita sempre disse que Carolina não tinha credibilidade

Após o livro de Carolina, surgiu a biografia do presidente portista escrita por Felícia Cabrita, ‘Luzes e Sombras de um Dragão’. A jornalista, que tem defendido Pinto da Costa e que foi responsável pelo despoletar do caso Casa Pia, envolvendo um escândalo de pedofilia que estava guardado numa gaveta há mais de trinta anos, sempre disse publicamente que Carolina não tinha credibilidade.

Perseguição não é apenas institucional e é feita com o aval do MP e da PGR

Já no próximo mês chega aos cinemas o filme ‘Corrupção’, de João Botelho, inspirado no livro de Carolina Salgado, cujo guião foi feito pela mesma pessoa que acrescentou as 58 páginas ao livro "Eu, Carolina", ou seja, Leonor Pinhão. Apesar de se basear em factos que nunca foram provados e ter sido começado a filmar quando esses mesmos factos ainda estavam em segredo de justiça, o filme feito com o único intuito de influenciar a opinião pública e denegrir a imagem de alguém que ainda está a ser julgado pelos crimes que lá vão aparecer, estranhamente nunca pareceu incomodar, nem a equipa de Maria José Morgado, nem o Ministério Público, nem o Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro. Pessoas e entidades que tinham a obrigação de ficar incomodadas.

17 acusações feitas por Morgado, em apenas sete meses

A equipa coordenada por Maria José Morgado para a investigação das dezenas de certidões do processo ‘Apito Dourado’ teve um saldo de 17 acusações e 14 arquivamentos em apenas sete meses.

Segundo o último memorando da Procuradoria-Geral da República, datado de Julho, quando Morgado foi nomeada para investigar os inquéritos da Câmara de Lisboa, estava ainda pendente o processo das agressões ao vereador Ricardo Bexiga, no qual Pinto da Costa é arguido, embora estranhamente, a pessoa que alegadamente mandou mesmo agredir o vereador, Carolina Salgado, não o seja.

No total, o processo da corrupção no futebol, desencadeado em 2004, resultou em 20 acusações e 33 arquivamentos, tendo em conta também o período anterior a Morgado. Os dirigentes desportivos do FC Porto Pinto da Costa e Reinaldo Teles, Rui Alves, do Nacional da Madeira, e Valentim Loureiro são alguns dos mais mediáticos acusados.

Contudo, apesar destas acusações todas, a investigação ficou-se por Leiria e o presidente do Sport Lisboa e Benfica, que foi apanhado numa escuta cruzada, ou seja, quando não estava sob escuta, a escolher especificamente um arbitro para a meia-final da Taça de Portugal de 2003/2004, de entre seis que lhe foram sendo sugeridos, nem sequer foi constituído arguido.

EXCERTOS DO 'LUZES E SOMBRAS' QUE LEVARAM PINTO DA COSTA A SER ARGUIDO

Pinto da Costa não quer que MP de Lisboa se transforme numa nova PIDE

“Não estou para viver mais num país onde a Revolução de Abril acabou com a PIDE para agora ser substituída pelo Ministério Público.”

Os casos são os mesmos que foram arquivados pelo MP do Porto

“Os casos [do ‘Apito Dourado’] são os mesmos não vejo porque é que o desfecho há-de ser diferente. Já prestei declarações, não vou repetir tudo outra vez até porque já passou muito tempo e a memória não é a mesma.”

Estado policial com uma ditadura fiscal

No livro é revelado o futuro de Pinto da Costa “mal se veja livre” do ‘Apito Dourado’. As autoras dizem que tem uma proposta para trabalhar em Angola, na empresa Geogest, onde “impera a riqueza do ministro da Defesa” e que tem como sócio o português António Ferreira, autor da frase a que Pinto da Costa respondeu com a comparação do MP à PIDE: “Você vive num estado policial com uma ditadura fiscal.”

Nota: Esta notícia teve por base um artigo da edição online do Correio da Manhã. Foi alterado e não reflecte de modo algum o que vinha no original. Pode lê-lo carregando na ligação que se segue:

Ver original do Correio da Manha


Uma verdade incontestavel no Jornal O Jogo...